Competência de área 1 - Construir significados para os números naturais, inteiros,
racionais e reais.
H1 - Reconhecer, no contexto social, diferentes significados e representações dos
números e operações - naturais, inteiros, racionais ou reais.
H2 - Identificar padrões numéricos ou princípios de contagem.
H3 - Resolver situação-problema envolvendo conhecimentos numéricos.
H4 - Avaliar a razoabilidade de um resultado numérico na construção de argumentos sobre
afirmações quantitativas.
H5 - Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos numéricos.
Competência de área 2 - Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e
a representação da realidade e agir sobre ela.
H6 - Interpretar a localização e a movimentação de pessoas/objetos no espaço
tridimensional e sua representação no espaço bidimensional.
H7 - Identificar características de figuras planas ou espaciais.
H8 - Resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e
forma.
H9 - Utilizar conhecimentos geométricos de espaço e forma na seleção de argumentos
propostos como solução de problemas do cotidiano.
Competência de área 3 - Construir noções de grandezas e medidas para a
compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H10 - Identificar relações entre grandezas e unidades de medida.
H11 - Utilizar a noção de escalas na leitura de representação de situação do cotidiano.
H12 - Resolver situação-problema que envolva medidas de grandezas.
H13 - Avaliar o resultado de uma medição na construção de um argumento consistente.
H14 - Avaliar proposta de intervenção na realidade utilizando conhecimentos geométricos
relacionados a grandezas e medidas.
Competência de área 4 - Construir noções de variação de grandezas para a
compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H15 - Identificar a relação de dependência entre grandezas.
H16 - Resolver situação-problema envolvendo a variação de grandezas, direta ou
inversamente proporcionais.
H17 - Analisar informações envolvendo a variação de grandezas como recurso para a
construção de argumentação.
H18 - Avaliar propostas de intervenção na realidade envolvendo variação de grandezas.
Competência de área 5 - Modelar e resolver problemas que envolvem variáveis
socioeconômicas ou técnico-científicas, usando representações algébricas.
H19 - Identificar representações algébricas que expressem a relação entre grandezas.
H20 - Interpretar gráfico cartesiano que represente relações entre grandezas.
H21 - Resolver situação-problema cuja modelagem envolva conhecimentos algébricos.
H22 - Utilizar conhecimentos algébricos/geométricos como recurso para a construção de
argumentação.
H23 - Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos algébricos.
Competência de área 6 - Interpretar informações de natureza científica e social
obtidas da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de tendência,
extrapolação, interpolação e interpretação.
H24 - Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas para fazer inferências.
H25 - Resolver problema com dados apresentados em tabelas ou gráficos.
H26 - Analisar informações expressas em gráficos ou tabelas como recurso para a
construção de argumentos.
Competência de área 7 - Compreender o caráter aleatório e não-determinístico dos
fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos adequados para medidas,
determinação de amostras e cálculos de probabilidade para interpretar informações
de variáveis apresentadas em uma distribuição estatística.
H27 - Calcular medidas de tendência central ou de dispersão de um conjunto de dados
expressos em uma tabela de frequências de dados agrupados (não em classes) ou em
gráficos.
H28 - Resolver situação-problema que envolva conhecimentos de estatística e
probabilidade.
H29 - Utilizar conhecimentos de estatística e probabilidade como recurso para a
construção de argumentação.
H30 - Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos de
estatística e probabilidade.
Ao
logo dos anos inúmeras funções foram atribuídas ao Enem, merecendo destacar
que, desde 2009, o exame tornou-se umas das principais portas de entrada no
ensino superior no Brasil. Destacamos abaixo algumas dessas funções que agregaram
grande relevância ao exame nos últimos anos.
Acesso às universidade públicas
Um
grande marco no ensino superior brasileiro foi a implementação do Sistema de
Seleção Unificada (SiSU), em 2009. Ele utiliza a nota do Enem como forma de
ingresso em várias instituições públicas de ensino superior, como as
universidades federais e os institutos federais de educação profissional e
tecnológica. Segundo o Inep, a ideia é democratizar as oportunidades de
concorrência às vagas federais de ensino superior por meio de um processo
nacional, dando a possibilidade de estudantes de qualquer estado poder
concorrer a vagas de qualquer região.
Para a primeira edição do SiSU em 2015 foram ofertadas 205.514 vagas em
cursos superiores por universidades federais, estaduais e institutos federais
em todo o Brasil. Mesmo algumas universidades federais que não estão no SiSU
utilizam integralmente ou parcialmente a nota do Enem na seleção dos
universitários.
Acesso às universidades particulares
Com
a criação do ProUni (Programa Universidade para Todos), em 2004, a nota obtida
no Enem passou a ser utilizada para a obtenção de bolsas de estudos integrais e
parciais em cursos de graduação em universidades e faculdades particulares. Um
dado interessante é que até o ano passado, o programa já havia atendido mais de
1,2 milhão de estudantes em todo o Brasil, sendo 69% com bolsas integrais.
Certificação do Ensino Médio
Jovens
maiores de 18 anos que ainda não concluíram o Ensino Médio podem obter a
certificação de conclusão desta etapa de ensino utilizando apenas a nota do
Enem desde 2012. Em 2013, mais de 780 mil inscritos prestaram o exame com este
propósito, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).
Intercâmbio internacional
Implementado
em meados de 2011, o Programa Ciência sem Fronteiras é uma grande oportunidade
para jovens universitários e pesquisadores. Porém, um dos requisitos para
participar do programa na graduação é ter realizado o Enem. O programa visa
proporcionar a estudantes de graduação e pós-graduação a experiência de estudar
em faculdades de excelência, em diversos países. O programa tinha como meta
conceder 101 mil bolsas até este ano, mas o governo federal anunciou há alguns
meses a segunda etapa do Ciência sem Fronteiras com mais 100 mil bolsas.