quarta-feira, 30 de setembro de 2015

ENCONTRO PRO ENEM 2015 - Matemáticos em Rede


A IMPORTÂNCIA DO ENEM PARA O ESTUDANTE
Por: Janguiê Diniz – Fundador e Acionista Majoritário do Grupo Ser Educacional

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi a primeira iniciativa ampla de avaliação do sistema de ensino implantado no Brasil. Criado em 1998 e sendo usado, inicialmente, para avaliar a qualidade da educação nacional, a prova era aplicada aos alunos do ensino médio em todo o país para auxiliar o ministério na elaboração de políticas pontuais e estruturais de melhoria do ensino brasileiro através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do Ensino Médio e Fundamental.
Entre 1998 e 2008, o Enem era constituído de 63 questões aplicadas em apenas um dia de prova. Até então, o exame não servia para ingresso em cursos superiores e apenas algumas Universidades utilizavam porcentagem da nota em alguma das fases do vestibular. Em 2009, um novo modelo de prova para o Enem foi lançado, com 180 questões objetivas e uma questão de redação, e com ele, a proposta de unificar o vestibular das universidades federais brasileiras.
Desde que teve seu formato modificado, o Enem resulta em polêmicas diferentes a cada ano. Seja na forma de correção de redações, seja no vazamento das questões. Contudo, os ajustes nas correções e o aumento da segurança em torno do concurso, revelam a tendência de que, no futuro, ele irá substituir totalmente os vestibulares da maioria das instituições de ensino.
Polêmicas a parte, é necessário que os estudantes tenham consciência da importância do Enem na vida acadêmica. É certo que cada universidade tem autonomia para aderir ao novo Enem conforme julgue melhor. Contudo, a nota do Enem é válida como pontuação para a seleção do ProUni, do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e também serve como certificação de conclusão do ensino médio para pessoas maiores de 18 anos de idade.
Por objetivar avaliar competências e não informações, o exame não é dividido em matérias. O fato é que o Enem exige compreensão dos enunciados e cobra mais domínio sobre o conteúdo do Ensino Médio. Diferente daquelas antigas provas de vestibulares que faziam com que o aluno decorasse fórmulas e datas. O Enem surgiu como forma de valorizar a lógica e a capacidade de interpretação do aluno, estimulando o raciocínio e as ideias.
Partindo do princípio - e neste caso generalizando - de que tudo que fazemos nas atividades diárias depende do exercício da leitura, para decodificarmos códigos, sinais e mensagens por meio de diferentes linguagens, não podemos negar que a avaliação do Enem é condizente com a necessidade da realidade.
Aliado a isso, a importância da prova fica ainda mais clara quando observamos o levantamento do site da revista Veja, revelando que pelo menos dezenas de instituições públicas e mais de 400 instituições privadas brasileiras utilizam o sistema para o preenchimento parcial ou total de suas vagas. Ademais, é crescente a participação dos estudantes na prova - em 2002, era 1,8 milhão de inscritos no Enem, enquanto que, em 2012, foram mais de 4 milhões de alunos inscritos.
Alguns defendem o fim do Enem devido aos sequentes erros, mas o problema não está na existência da prova. Precisamos apoiar a iniciativa do Enem e ajudar a aperfeiçoá-lo, dando continuidade ao processo de democratização e qualificação do nosso ensino.

  

O que é o Enem
Desde 2009, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ganhou uma grande importância na vida dos brasileiros. Instituído em 1998 pelo Ministério da Educação (MEC) e realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enem se tratava apenas de um teste para avaliar as competências desenvolvidas ao longo da educação básica.
Ao longo dos seus mais de 10 anos de existência, diversas novas funções foram acrescentadas ao exame. Uma delas, e quem sabe a mais importante, foi acrescentar aos seus objetivos a seleção para o ingresso no ensino superior. Isto fez com que a matriz de referência para elaboração dos itens da prova mudasse, passando a avaliar o domínio de competências e habilidades em quatro áreas do conhecimento e em redação.
Atualmente, a prova é composta por 180 questões de múltipla escolha, distribuídas da seguinte maneira:
Área do conhecimento: Ciências da Natureza e suas tecnologias
·         Disciplinas avaliadas: Química, Física e Biologia
·         Número de itens: 45
Área do conhecimento: Ciências Humanas e suas tecnologias
·         Disciplinas avaliadas: História, Geografia, Filosofia e Sociologia
·         Número de itens: 45
 Área do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas tecnologias
·         Disciplinas avaliadas: Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Comunicação e Informação
·         Número de itens: 45
Área do conhecimento: Matemática e suas tecnologias
·         Disciplinas avaliadas: Matemática (Álgebra e Geometria)
·         Número de itens: 45
Redação: Avalia cinco competências. A nota para cada uma vai de 0 a 200. A nota final é a soma simples das obtidas em cada competência.

 Importância do Enem


Ao logo dos anos inúmeras funções foram atribuídas ao Enem, merecendo destacar que, desde 2009, o exame tornou-se umas das principais portas de entrada no ensino superior no Brasil. Destacamos abaixo algumas dessas funções que agregaram grande relevância ao exame nos últimos anos.
Acesso às universidade públicas
Um grande marco no ensino superior brasileiro foi a implementação do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), em 2009. Ele utiliza a nota do Enem como forma de ingresso em várias instituições públicas de ensino superior, como as universidades federais e os institutos federais de educação profissional e tecnológica. Segundo o Inep, a ideia é democratizar as oportunidades de concorrência às vagas federais de ensino superior por meio de um processo nacional, dando a possibilidade de estudantes de qualquer estado poder concorrer a vagas de qualquer região.

Para a primeira edição do SiSU em 2015 foram ofertadas 205.514 vagas em cursos superiores por universidades federais, estaduais e institutos federais em todo o Brasil. Mesmo algumas universidades federais que não estão no SiSU utilizam integralmente ou parcialmente a nota do Enem na seleção dos universitários.

Acesso às universidades particulares

Com a criação do ProUni (Programa Universidade para Todos), em 2004, a nota obtida no Enem passou a ser utilizada para a obtenção de bolsas de estudos integrais e parciais em cursos de graduação em universidades e faculdades particulares. Um dado interessante é que até o ano passado, o programa já havia atendido mais de 1,2 milhão de estudantes em todo o Brasil, sendo 69% com bolsas integrais.
Certificação do Ensino Médio
Jovens maiores de 18 anos que ainda não concluíram o Ensino Médio podem obter a certificação de conclusão desta etapa de ensino utilizando apenas a nota do Enem desde 2012. Em 2013, mais de 780 mil inscritos prestaram o exame com este propósito, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).

Intercâmbio internacional

Implementado em meados de 2011, o Programa Ciência sem Fronteiras é uma grande oportunidade para jovens universitários e pesquisadores. Porém, um dos requisitos para participar do programa na graduação é ter realizado o Enem. O programa visa proporcionar a estudantes de graduação e pós-graduação a experiência de estudar em faculdades de excelência, em diversos países. O programa tinha como meta conceder 101 mil bolsas até este ano, mas o governo federal anunciou há alguns meses a segunda etapa do Ciência sem Fronteiras com mais 100 mil bolsas.

Entenda as médias do Enem


As notas do Enem são classificadas numa escala de 0 a 1000, mas, na prática, o aluno nunca irá obter essas pontuações. Isso porque o Inep adotou em 2009 a Teoria da Resposta ao Item (TRI) para calcular a pontuação dos participantes. Assim, as notas não são mais calculadas pela soma dos acertos, e sim pelo nível de dificuldade das questões acertadas e, mais que isso, a coerência dos acertos. A ideia também era que, com a TRI, fosse possível comparar todas as edições do Enem, já que os itens seriam medidos pelo grau de dificuldade.
As questões, antes de serem aplicadas, são classificadas como fáceis, medianas e difíceis, e cada uma possui um peso diferente. Sendo assim, pessoas que acertem o mesmo número de questões em uma mesma edição do exame provavelmente não obterão a mesma pontuação. Outro diferencial importante da TRI é que ela ajuda a reconhecer se um participante acertou uma questão ao acaso ou não.

Áreas avaliadas no Enem

Em 2009, o Enem sofreu mudanças profundas. Deste modo, sua matriz de referência foi reformulada. Segundo o Ministério da Educação (MEC), os objetivos dessa mudança eram:
·     Democratizar as oportunidades de concorrência às vagas federais de ensino superior. Dessa forma, o exame poderia ser utilizado nos processos seletivos das universidades públicas federais, diversificando as oportunidades de acesso às instituições nas diferentes regiões do país;
·       Induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio, já que são os vestibulares tradicionais não unificados que acabam orientado a elaboração dos currículos dessa etapa de ensino.
Entre 1998 e 2008 as provas eram estruturadas a partir de uma matriz de 21 habilidades, em que cada uma delas era avaliada por três questões. Assim, a parte objetiva das provas era composta por 63 itens interdisciplinares aplicados em um único caderno. A reestruturação do Enem provocou mudanças em sua matriz de referência. Agora, a Matriz do Enem está organizada em 5 eixos cognitivos que são comuns a todas as áreas. Cada área possui de 6 a 9 competências que são desdobradas em habilidades. Cada competência é desdobrada de 3 a 6 habilidades.

Ciências da Natureza e suas tecnologias: a área compreende o conjunto de conhecimentos trabalhados na escola nas seguintes disciplinas:
Química   -   Física   -   Biologia
Segundo a Matriz de Referência do Enem, a área possui 8 competências e 30 habilidades. No Enem 2012, todas as habilidades foram avaliadas por pelo menos uma questão.

Ciências Humanas e suas tecnologias: a área de Ciências Humanas e suas tecnologias compreende o conjunto de conhecimentos trabalhados na escola nas seguintes disciplinas:
Geografia   -   História   -   Filosofia   -   Sociologia
Segundo a Matriz de Referência do Enem, a área possui 6 competências e 30 habilidades. No Enem 2012, todas as habilidades foram avaliadas por pelo menos uma questão. 

 Linguagens, Códigos e suas tecnologias: a área de Linguagens, Códigos e suas tecnologias compreende o conjunto de conhecimentos trabalhados na escola nas seguintes disciplinas:

Língua Portuguesa   -   Língua Estrangeira   -  Literatura   -  Artes   -   Educação Física   -  Tecnologia da Informação e Comunicação
Segundo a Matriz de Referência do Enem, a área possui 9 competências e 30 habilidades. No Enem 2012, todas as habilidades foram avaliadas por pelo menos uma questão. 

 Matemática e suas tecnologias: a área de Matemática e suas tecnologias compreende o conjunto de conhecimentos trabalhados na escola na disciplina de matemática, focado em:

Álgebra   -   Geometria
Segundo a Matriz de Referência do Enem, a área possui 7 competências e 30 habilidades. No Enem 2012, 26 habilidades foram avaliadas por pelo menos uma questão. 

DIAS DAS PROVAS 
O Enem ocorre anualmente, geralmente no mês de novembro, todo o Brasil e não é obrigatório. As provas são aplicadas em dois dias, sempre aos sábados e domingos.
1º Dia: Ciências da Natureza e suas tecnologias e Ciências Humanas e suas tecnologias.

2º Dia: Linguagens, Códigos e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias e Redação.

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